Eu li um blog hoje falando sobre as profissões que só são legais no cinema e comecei a pensar no quanto o cinema (e a TV também) deixa tudo mais interessante. O jornalismo é uma das profissões que já foi muito glamourizada em vários filmes e séries de TV. Eles fazem parecer que ser jornalista é fácil, que as fontes vêm até você, que com uma matéria você é capaz de mudar o mundo, que todos os dias tem novidades na redação, que você passa a maior parte do tempo nas ruas apurando várias histórias legais. Eu não sou jornalista ainda, mas pelo que ouço dos professores e de jornalistas, a profissão na prática está longe disso. Mesmo assim -e isso eu já vi- tem um monte de estudante fazendo jornalismo porque se apaixonou pela profissão depois de ver um filme. Na série Smallville, por exemplo, quem não queria ser como a Chloe? Ela consegue resolver todos os problemas da série, sendo apenas uma jornalista. Depois os estudantes descobrem na faculdade que não é bem assim. E tem muitas profissões assim. No blog que eu li hoje o autor fala de um amigo que se formou em meteorologia porque viu “Twister”. Parece mentira né? Mas eu não duvido. Como ele disse no blog: é Hollywood influenciando diretamente nossas vidas.
Ta aí o post: http://topismos.blogspot.com/2009/07/top-5-profissoes-sem-graca-que.html

por Helena Lopes

Quando se fala de influência da mídia, a primeira coisa que vem a cabeça da maioria das pessoas são os casos negativos, como a maioria dos temas abordados no nosso blog. O poder que os veículos de comunicação têm para mobilizar as pessoas é muito grande e pode ser usado para o bem ou para o mal. Já mostramos exemplos dos impactos negativos desse poder, mas existem inúmeros aspectos positivos.

Campanhas de doação de sangue, de vacinação, de incentivo à reciclagem, para economizar água, pela paz, para ajudar pessoas, e muitas outras, quando divulgadas e incentivadas pela mídia ganham proporções enormes e trazem resultados muito além do esperado.

As novelas são um dos meios mais populares para atingir a população. E percebe-se que os autores buscam cada vez mais usar as histórias de ficção para tratar de dramas reais. Como a novela das oito, Caminho das Índias, que fala da esquizofrenia. Essa abordagem, mesmo que misturada à ficção, é muito importante para quem conhece ou convive com alguém que tem a doença, pois desmistifica a esquizofrenia. Assim como a novela Páginas da Vida que falou da Síndrome de Down e acabou com os preconceitos de muita gente.

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Quando o aquecimento global e a necessidade da preservação do meio ambiente viraram pautas constantes, o papel da mídia foi, e é, essencial para ajudar a solucionar esses problemas. A mídia fez campanhas para economizar água, reciclar o lixo, não usar produtos que prejudiquem a camada de ozônio. Com a ajuda da publicidade de empresas, de novelas, de programas de entretenimento e do jornalismo, a mídia é responsável por conscientizar as pessoas da importância de cuidar do meio ambiente.

As enchentes que destruíram muitas casas e deixaram centenas de desabrigados em Santa Catarina, só não foram piores por conta de todas as doações que as famílias que perderam tudo receberam. E essas ajudas só tiveram proporções tão grandes graças as campanhas divulgadas na mídia para que as pessoas do Brasil todo ajudassem Santa Catarina.

A mídia tem um poder muito grande de difundir e esclarecer os fatos para a população e incentiva-la a agir da maneira correta. A maioria das pessoas, por exemplo,  não saberia e nem entenderia que usar camisinha é importante, se não fosse pela mídia. Se nós jornalistas soubermos usar esse poder, as pessoas poderão ter conhecimento de qualidade, entender realmente o que acontece e ter seu senso crítico apurado.

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E você o que acha do papel social da mídia? O que acha das campanhas de conscientização da mídia?

por Adriane Schultz

Você alguma vez já se deparou em plena noite de domingo assistindo ao programa Pânico na TV? Produzido pela Rede TV e no ar desde 2003, a atração conta com humoristas como Emílio Surita, Bola, Sabrina Sato, Vesgo, Carioca e Ceará.  O objetivo é o de causar polêmica, satirizando personalidades conhecidas e provocando o riso do público. Apesar de se mostrar como inovadora e engraçada, há quem diga que a atração se tornou repetitiva. Entretanto, não dá para negar que todas as brincadeiras criadas pelos membros do Pânico na TV estão contaminando o público e fazendo parte do vocabulário de crianças, jovens e adultos. O cumprimento incorporou a mania do “Peitinho” e as crises de Amy Winehouse do Pânico, de tão escandalosas, rendem audiência.

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O quadro de Amy, por exemplo, mostra um humorista caracterizado como a cantora que corre, grita, invade e destrói objetos em lojas assustando e simulando brigas. O quadro se baseia em histórias do dia-a-dia de Amy, como as aulas de auto-escola ou visitas a lugares como parques. Outro quadro, Pergunta pra Maísa, traz Malisa, paródia da menina Maísa Silva, em interpretações em forma de sátiras e imitações de famosos.

Entre os quadros da temporada atual, há também “Vesgo e Silvio”, “O Impostor”, “Meda”, “Momento Amy Winehouse” e “”Pânico Delivery”. O quadro “Sandálias da Humildade” fez um grande sucesso, mas ele já não faz parte da programação do Pânico 2009. Os homens podem se deslumbrar com as panicats e até mesmo alguns bordões como “Ai que meda!” “Nossaah!”, “Vou ou não vou?!”, “Ronaldo!” “Para tudo e chama a Nasa!”, “Claro que sim, claro que não” e “Peitinho” que fazem muito sucesso entre o público.

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Grande sucesso da rádio Jovem Pan FM, o programa usa uma grande dose de sarcasmo para fazer críticas às celebridades, além de usar o corpo feminino para aumentar audiência. A atração aumentou, por exemplo, a exposição do corpo das mulheres, entre elas a apresentadora Sabrina Sato, ex-BBB e ex-capa da Playboy.

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Em 2005, os humoristas foram parar na polícia devido a perseguição pela atriz Carolina Dieckman para que ela calçasse as sandálias da humildade. Em 2006, o “Pânico” passou das 18h para as 20h depois de ter sua classificação indicativa modificada de livre para imprópria para menores de 12 anos. Novamente, em maio desse ano, o Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa do programa, que agora é considerado impróprio para menores de 14 anos. Com isso, a RedeTV! não pode exibir o programa antes das 21h.

 O programa que segue tirando audiência da Rede Globo teve como recorde de audiencia 11 pontos de média e share de 15,9% com pico de 16,1 às 22h28, em abril desse ano. Os pontos fortes da edição foram Christian Pior e Robaldo Esperman na festa do BBB 9 e Sabrina Sato entrevistando a banda Kiss, que fez show em São Paulo.

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E para você, qual é a influência do programa em relação às diferentes classes etárias de telespectadores?

Ronaldo Luís Nazário de Lima, jogador de futebol, mais conhecido como Ronaldo “Fenômeno” por ser um dos grandes craques da atualidade, já passou por maravilhas e maus bocados ao longo de sua carreira futebolística.

Começando como jogador profissional pelo Cruzeiro, Ronaldo jogou pela seleção brasileira e conquistou a Europa jogando em times como Barcelona, Internazionale de Milão, Real Madrid e Milan.

Durante três vezes, Ronaldo contundiu o joelho, voltando excessivamente acima do peso e desacreditado pela mídia. Porém, se superava, mostrando ser um grande jogador. Ele possui site próprio, onde há seguidas notícias do que acontece com o jogador. O grande atrativo do Ronaldo para a mídia e para o público está em seu poder de superação. A contusão mais problemática de sua carreira foi quando a Copa do Mundo estava próxima, apesar de desiludido, ele voltou e seu desempenho foi suficiente para muitos o considerarem o maior jogador do mundial e do ano.

Muitos brasileiros se identificam com o “Fenômeno”, pelo seu passado simples e por ter passado por grandes dificuldades na vida. Muitas propagandas se inspiraram nesse lado de Ronaldo.

Por todas as suas batalhas e reações, a marca “Ronaldo” atrai muitos investidores que querem associar a imagem de seu produto com ele, pois sua imagem possui um grande valor para o público. Seus maiores patrocinadores são a Tim, Guaraná Antarctica, Brahma e Nike, tendo nessa última, contrato vitalício.

Assim que entrou no Corinthians, além de ocupar grande espaço na mídia diária, Ronaldo conseguiu com a venda de suas camisas um lucro de 25 mil reais apenas em dezembro. O que comprova seu sucesso com o público.

O sucesso do “Fenômeno” pela sua superação em potencial, já fez com que Marcelo D2 o homenageasse em uma música, na qual é citado como um brasileiro comum, que passa por dificuldades, mas sempre passa por cima de tais. O que faz o público se identificar ainda mais com o jogador.

E você, se inspira no “Fenômeno”? Acha que ele é um exemplo de superação? Ou que seu sucesso é apenas marketing? O que pensa do jogador?

por Nathalia Viana

Solteiras vão às ruas em busca de um companheiro

Solteiras vão às ruas em busca de um companheiro

Aconteceu hoje, sexta-feira 15, na Avenida Rio Branco no centro do Rio de Janeiro, a primeira edição do Movimento dos Sem-Namorados. O evento foi realizado pelo site de relacionamentos ParPerfeito e terá uma edição paulista, que ocorrerá no domingo (dia 17) no Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo.

O evento contou com homens e mulheres, mais mulheres do que homens, de todas as idades. Moradora de Copacabana, pensionista do pai, Áurea Flores. Entre 75 e 85 (ela não quis dizer a idade), revela que jamais teve um namorado. A mãe não deixava. Mas Áurea não perdeu as esperanças: “Em algum lugar eu vou ter que achar. Pode até ser aqui, quem sabe?”

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Claudio Gandelman, responsável pelo evento afirma que a ideia é reunir pessoas que talvez nunca se conhecessem por não frequentarem a mesma academia, balada, bar ou faculdade, por exemplo. “Todos vão encontrar pessoas que estão buscando a mesma coisa que eles”, explica.

Mas as mulheres não foram as únicas a se queixar da falta de um companheiro. Carlos Manoel Lira, 23. Auxiliar de escritório, tem como grande sonho casar e ter filhos. “As mulheres é que não querem nada. Eu ligo do dia seguinte, mas me dispensam. Elas são estranhas: se você não liga, reclamam. Se liga, é um chato”, diz ele.

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De acordo com a Polícia Militar, cerca de 200 pessoas participaram do evento no Rio.

por Helena Lopes

 

Aquilo que é veiculado nas grandes mídias costuma ter grande repercussão. Às vezes até demais. A mídia de vez em quando exagera e o excesso de reprodução de um mesmo fato acaba levando a uma desinformação por parte de quem consome.  O assunto do momento é a gripe suína. Antes mesmo de chegar ao país e até antes de chegar à América Latina, os veículos de comunicação não paravam de falar no assunto. As pessoas se assustaram com tanta repercussão. Programas de televisão e revistas fizeram grandes reportagens com opiniões de especialistas sobre quando a gripe chegaria ao Brasil, as consequências, e tantas outras pautas que acabaram confundindo muita gente. Gente, por exemplo, que até agora não entendeu que o consumo de carne de porco não traz perigo à saúde e fizeram com que as vendas de carne de porco caissem.  

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Muitas pessoas no mundo inteiro entraram em desespero com a ideia de pegar essa gripe. Mas elas ainda nem sabiam o que era realmente a gripe suína e o que poderia acontecer com quem pegasse. Até agora os efeitos, segundo os especialistas, não são tão preocupantes, pelo menos aqui no Brasil. Mas já preocuparam muita gente. Remédios se esgotaram nas farmácias, máscaras bateram recordes de vendas, países tomaram medidas extremistas para se prevenir. Segundo a comerciante Ivete Fernandes em entrevista ao portal O Globo, as vendas de remédios para gripe na sua famárcia aumentaram muito e ela conta que uma de suas clientes levou R$ 500,00 só em remédios deste tipo. Fabricantes de máscaras, como a Descapark, declararam que decidiram dobrar a produção por conta do aumento nas vendas dessas máscaras que segundo especialistas, não fazem diferença e não impedem que se contraia a doença.

Pessoas ficam doentes só do medo de pegar a gripe. Dados da Comissão de Saúde Mental do Conselho Econômico e Social da ONU (Organização das Nações Unidas) mostram que 20% da população mundial tende a desenvolver doenças ligadas ao campo da saúde mental com o estresse causado pela possibilidade da gripe suína se tornar uma pandemia.

A gripe deve ser levada a sério e devem ser tomadas medidas para se prevenir e enfrentar esse novo vírus. Mas isso deve ser feito de forma consciente e organizada. As pessoas entraram em desespero e em vez de se prevenir podem vir a ter outros problemas causados, por exemplo, pelo uso inadequado de remédios. A televisão e outros veículos de comunicação tentam explicar o que é a gripe e tirar as dúvidas da população, mas são muitas informações novas vindas de várias mídias que acabam confundindo em vez de esclarecer.

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E você também ficou preocupado com a gripe suína antes mesmo de saber do que se tratava?

Para você, como deveria ser a postura da mídia em momentos como esse?

por Bruna Chieco

Ao acordar em um dia da semana normal ligo a televisão na Globo, e como sempre está passando aquele jornal matinal. Entre tantas outras notícias, uma se destacou por ter sido algo que nunca tinha vista ser abordado em um telejornal. Uma senhorinha desajeitada de quase 50 anos soltando a voz em um programa britanico fez todo mundo ficar de quixo caído. Todo mundo mesmo!

Sim, Susan Boyle é o assunto de hoje. A mulher dona de um incrível “gogó” que apareceu no Britain´s Got Talent, um programa com a mesma proposta do nosso Ídolos. Ao subir no palco, a escosesa Susan provocou risadas e olhares maliciosos pelo simples fato de não ter a melhor aparência. Os jurados a desdenharam, e a plateia riu descaradamente dos trejeitos da candidata e do fato de ter revelado que seu sonho era ser igual à conceituada cantora Elaine Paige. Depois do incidente no qual escosesa aparentemente nem demonstrou se ababaloalar, começa o show. Sunsan Boyle solta uma linda voz cantando a música I Dreamed a Dream, do musical Les Miserables, surpreendendo a todos; jurados, plateia, apresentadores, jornalistas, e todo o mundo.

O vídeo acima mostra em detalhes o que acabei de descrever. Incrível como do dia para a noite a mulher que tinha sido esnobada chegou ao topo, aparecendo em diversos notíciarios de diferentes países. Seu nome pode ser encontrado na famosa enciclopédia virtual, Wikipédia, contando um pouquinho de sua vida.

O que surpreende é ver a instantânea mudança de comportamento do público quando Susan abriu a boca. Isso mostra como a aparência é sempre julgada acima de tudo, e que há situações em que as pessoas sejam moralmente atingidas ao perceber que o externo não é tudo.

Depois do ápice de sua vida, a cantora ganhou status e fãs, que criaram um site oficial em sua homenagem. Creio que com ela muitos aprenderam que oportunidade nem sempre vem para todos, mas ao mesmo tempo essa febre de Susan  corre grande risco de acabar em anonimato novamente, já que é facilmente identificada a mudança de opinião e comportamento perante a casos novos e surpreendentes que muitas vezes não param de aparecer.

Susan Boyle tem uma grande concorrente agora, Hollie Steel, uma garotinha de 10 anos com uma voz arrebatadora. Ela é a nova sensação do reality show.

E agora?! Será que Susan será esquecida, e Hollie tomará seu lugar como uma surpreendente revelação musical? Até que ponto o talento de alguém deve ser medido por um programa de televisão? E qual a vantagem de participar de um reality show como esse para uma mulher como Susan Boyle?

por Adriane Schultz

De acordo com pesquisa do IBOPE, o número de internautas que visita  Twitter pulou de 344 mil em fevereiro para 677 mil em março, o que representa um crescimento de 96,8% do twiter. Celebridades como Oprah Winfrey e Ashton Kutcher são apontados como ícones que influenciaram a adesão de pessoas no site.

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A mania de “twitar” anda fazendo com que, nos últimos quatro meses, o número de visitas no mundo mais que quadruplique passando de 4,3 milhões para 19,1 milhões de visitas, entre dezembro e março. Segundo a Hitwise, um dia depois que a apresentadora Oprah aderiu ao twiter, ela já era seguida por cerca de 825 mil pessoas.

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Ashton Kutcher, ator americano também não ficou fora do microblog. Ao propor um desafio para a CNN de que superaria os 1,3 milhão de seguidores, alcançou nada mais que 1,6 milhão.

Segundo Juliana Matos, do IBOPE, o aumento de usuários do twiter se deve ao fato de que os internautas se sentem influenciados pelos artistas. “As personalidades públicas fazem com que muitas pessoas desejem estar próximas, sabendo da vida do artista ou até mesmo podendo entrar em contato com ele”, afirma.

Marina Esteves, 12 anos, é exemplo de quem se sentiu impulsionada a aderir à nova mania pela influência do ator Ashton Kutcher. “Eu sou muito fã dele e quando fiquei sabendo que ele estava lá, não pensei duas vezes e entrei”, explica.

Paulo Coelho, escritor, usa o twiter para contar sobre suas viagens e conversar com seus seguidores. Outras personalidades brasileiras que estão no microblog são o técnico do Corinthians, Mano Menezes, e o cantor Léo Jaime.

E você concorda que as celebridades influenciem no maior número de usuários do twiter?

por Nathalia Viana

Em novembro do ano passado o presidente Luis Inácio Lula da Silva convidou o chefe de Estado iraniano Mahmoud Ahmadinejad para fazer sua primeira visita oficial ao Brasil. A visita deveria acontecer hoje, quarta feira, 6 de maio, no entanto, foi cancelada e deverá ocorrer após as eleições iranianas de 12 de junho.

O cancelamento ocorreu após uma série de manifestações contrárias a presença de Ahmadinejad no país, mas o Ministério de Relações Públicas brasileiro nega que o cancelamento tenha sido em consequência das reações negativas.

Foram vários tipos de manifestações. No dia 4 de maio, no Rio de Janeiro, milhares de pessoas protestaram na praia de Ipanema, a maioria dos envolvidos era de judeus e homossexuais. Em São Paulo a comunidade judaica também se reuniu. As passeatas se iniciaram na semana anterior à data marcada para a recepção. Além das passeatas, foram distribuídos panfletos contrários à chegada do chefe de Estado contendo informações sobre questões polêmicas que o envolvem.

imagem do panfleto da campanha CONHEÇA A VERDADE, contra a visita de Ahmadinejad

imagem do panfleto da campanha CONHEÇA A VERDADE, contra a visita de Ahmadinejad

Ahmadinejad ficou conhecido por suas declarações homófobas e antissemitas. No Irã, homossexualismo é considerado crime e segundo ONGs de direitos humanos Boroumand Fondation, 107 pessoas já foram executadas desde a revolução islâmica por serem homossexuais. Em 24 de setembro de 2007, quando perguntado sobre o homossexualismo, Ahmadinejad alegou: “Nós não temos homossexuais no Irã”.

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Em outubro de 2005, teria afirmado publicamente que Israel é uma “mancha desgraçada” que deve ser apagada do mapa. Em dezembro do mesmo ano ele propôs a transferência  do país insultado para a Europa. Em abril deste ano, o chefe de Estado questionou o holocausto na Conferência contra o Racismo na ONU, além de acusar Israel de racismo, o que provocou a retirada de delegações ocidentais. O governo brasileiro só condenou o discurso na semana passada.

Para entender melhor o radicalismo muçulmano assista ao filme Obssession – Radical Islam’s War Against the West:

http://www.youtube.com/watch?v=X2D7_DPhDBo

http://www.youtube.com/watch?v=ij5jfmEhUHk&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=UCA8ldF0KzU&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=_hFywMAn5k4&feature=related

E o que você acha sobre tudo isso? A cultura ocidental vê de forma absurda a crença e o radicalismo muçulmano. Ao mesmo tempo, os estudos sociais, a antropologia e a sociologia pregam que devemos enxergar com distanciamento de nossa própria cultura, a cultura do outro. É o conceito de alteridade. Mas até que ponto pode-se e deve-se fazer isso?

O que você acha? As manifestações são válidas e devemos nos opor à visita de um líder extremista? Ou isso seria julgar a ele e a todo um conjunto de valores pregado por uma cultura? Tentar afastar radicalistas de nosso país é um dever do cidadão brasileiro ou trata-se de outra forma de preconceito? Dê sua opinião!

por Helena Lopes

Filmes como Harry Potter, High School Musical, Hannah Montana e Crespúsculo lotam as salas de cinema por todo o mundo e fazem crianças e adolescentes passar horas nas filas de estreias. O filme High School Musical 3, por exemplo, conseguiu US$ 42 milhões com a bilheteria nos Estados Unidos, e foi a maior abertura de um musical na história. O filme Harry Potter e a Ordem da Fênix bateu recorde de espectadores na estreia aqui no Brasil e as vendas de ingressos antecipados também bateram recorde com 170 mil vendas antecipadas.

Como essas histórias podem ter tanto poder na vida dos jovens? Não é só o fato deles assistirem aos filmes e gostarem, é mais que isso. Os personagens realmente influenciam esses jovens. Alguns passam a viver, ou querer viver como eles. Fazem perfis na internet como se fossem eles. Compram roupas iguais as deles. Procuram amigos em redes virtuais que também queiram ser como esses personagens e vivem em um mundo virtual onde eles podem ser seus ídolos. Alguns até perdem a noção entre real e imaginário e acabam imitando esses personagens no seu dia a dia, com seu amigos no colégio e em casa com seus pais. Imitam o jeito de se vestir, andar e falar.

O fanatismo é por definição qualquer coisa extremista e muito exagerada. Segundo o dicionário Aurélio, fanático é aquele que segue cegamente uma doutrina ou partido e o termo não está ligado unicamente a doutrinas políticas ou religiosas, inclui tudo aquilo que leva o indivíduo ao exagero é considerado uma forma de fanatismo.

É esse exagero que faz as pessoas cometerem atos às vezes insanos só para realizar o sonho de conhecer ou imitar um ídolo. Tem fã que gasta todo seu dinheiro economizado, perde aula, perde prova, larga o trabalho só para conhecer o ídolo. Na verdade o ídolo é o personagem, mas para os fãs isso se  mistura e eles acompanham os atores como se eles fossem os personagens das histórias. Os jovens sabem que a história do Harry Potter, por exemplo, não existe e que eles não vão se tornar bruxos, mas mesmo assim eles querem viver a fantasia de ser como os personagens do livro e do filme. E defendem seus ídolos como se fossem parentes ou amigos.

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As histórias de ficção do cinema com certeza envolvem as pessoas, e todo mundo tem seu filme preferido e já teve vontade de ser como um personagem. Mas existe um limite entre a admiração natural e o fanatismo. É normal quando se é jovem ser muito fã de algum personagem, mas isso não pode ultrapassar os limites da realidade e inteferir nos relacionamentos pessoais.

E você já quis ser como um personagem de filme? Já foi muito fã de algum? O que acha dessas pessoas que vivem em função de personagens que não existem?

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