por Helena Lopes
Para quem é apaixonado por videogames uma boa notícia: estudos recentes têm mostrado que eles não só não fazem mal, como podem ajudar na formação das pessoas e ainda estimular a reflexão estratégica, a criatividade, a cooperação e o senso de inovação.

Com certeza você já ouviu falar que videogames fazem mal à saúde, atrapalham as relações com a família e com amigos e incentivam a violência e o sedentarismo. Alguns estudos culpam os videogames por formar assassinos, parece exagero, mas casos de adolescentes ou mesmo crianças violentas que assumem gastar horas com o videogame, dão força a essas teorias. Os videogames não deixaram de fazer sucesso, mesmo com as campanhas contra eles e algumas pesquisas, garantem que não há nenhuma relação entre os jogos de computador e um comportamento violento. Os jogos continuam vendendo bem e lançando novidades tecnológicas que estão deixando-os cada vez mais reais e mais completos, como o Nintendo Wii, que dá a sensação de estar dentro do jogo. Com ele já não se pode mais dizer que videogames levam ao sedentarismo, porque você interage com o jogo e está sempre em movimento.
Um estudo australiano constatou que jogar videogame durante horas não afeta os relacionamentos pessoais. Segundo o estudo, apenas 1% dos jogadores pesquisados pareceu ter baixa capacidade de interação social, especialmente timidez, o que vai contra o estereótipo de que os adeptos do videogame tendem a ser solitários, nerds e viciados em jogos como esses. Outro estudo contraria a afirmação de que os jogos afetam a visão de quem passa muito tempo jogando, ao declarar que eles ajudam a desenvolver a visão, melhorando a acuidade visual, a visão periférica e a percepção de diferentes tonalidades de cinza. Uma pesquisa da Kelton Research, concluiu também que jogar videogame pode ajudar no relacionamento de casais, promovendo a união entre os parceiros, desenvolvendo a capacidade de resolver problemas juntos e de se divertir um com do outro. Os videogames já são até critério de seleção para empregos. Algumas empresas veem como um diferencial os candidatos que jogam videogame, pois são vistos como pessoas criativas, ousadas, versáteis, com capacidade de se adaptar bem ao mundo corporativo e às novas tecnologias.
A descoberta que mais surpreende sobre os videogames é que eles podem ajudar também na vida profissional, melhorando o desempenho de profissionais. Um estudo de um hospital nos EUA, mostrou que alguns jogos, em que é preciso fazer movimentos delicados, podem melhorar o desempenho dos cirurgiões nas operações. Os pesquisadores pediram a oito cirurgiões ainda em fase de treinamento para passarem uma hora jogando antes de realizarem uma cirurgia. Os jogadores conseguiram um desempenho 50% melhor no controle de ferramentas. Outros estudos comprovaram que médicos que jogam videogames com freqüência têm maior coordenação motora, são mais rápidos e mais precisos nas operações e cometem menos erros.
As contradições sobre os videogames são grandes. Claro que tudo em excesso faz mal, mas parece que jogar videogame de vez em quando tem suas boas vantagens e vale a pena unir todas elas à diversão de jogar. E você o que acha? Os videogames são capazes de influenciar nosso comportamento? Eles podem nos tornar violentos, sedentários ou isolados? Afinal esses jogos fazem bem ou mal?