Antes de mais nada tenho que avisar que esse post não tem nada a ver com o tema do blog!
Meu professor de Criação de Texto pediu logo no primeiro dia de aula para que todos escrevessem um texto contando algo pessoal, para postarmos no blog da disciplina (www.novashistorias.wordpress.com). A primeira coisa que pensei foi em escrever sobre minhas dúvidas loucas sobre o que eu vou fazer da vida no ano que vem (já que me formo em Jornalismo no final desse ano). Então, eu escrevi sobre isso e postei no blog do professor. Mas acabei rápido e comecei a escrever um outro texto, mais pessoal.
Bom, eu terminei de escrevê-lo, só que eu não tinha onde postá-lo!!! E é por isso que ele veio parar aqui:
“Ela não para quieta! Me dá um trabalho”, dizia a mãe da menina, que ouve isso desde que ela se conhece por gente. A menina agora tem 20 anos, não é mais menina, é mulher. Não dá mais trabalho para a mãe. Mas ainda tem muito de menina dentro dela.
Ela sabe a hora de brincar e a hora de falar sério, mas às vezes esquece e brinca na hora errada. Ou fala sério na hora de dar risada. Mesmo sendo mulher, ainda faz birra, só que agora chama isso de estresse.
Gosta de chamar a atenção, igualzinho quando era criança e queria ser o centro das atenções em todas festinhas a que ia. Gosta de receber elogios e de ser paparicada. Culpa da avó que a mimou demais durante a infância.
Quando fica doente, acha que o mundo tem que parar para ajudá-la. Apesar de fazer manha, ela sabe se virar sozinha. Mas não gosta de ficar sozinha. Só quando quer refletir. Fora isso, quer sempre a companhia de amigos e da família.
Corre atrás do que quer, resolve seus problemas e quando não sabe alguma coisa, pergunta, pesquisa, descobre, mas não desiste. Aliás desistir é algo que não gosta nem um pouco. Também não gosta de perder. Desde criança leva a sério demais algumas competições.
“Não jogo mais com você, Helena. Isso é só um jogo, você leva muito a sério. Não dá para brincar com você”, dizia a irmã, Sofia, quando eram pequenas. Ela sabe disso, já aprendeu na marra que nem sempre dá para ganhar, que não dá para querer ser melhor do que todos, que não dá para levar algumas brincadeiras tão a sério, mas às vezes não pode controlar seu instinto.
Aos 20 anos ela já viveu bastante coisa. Mas não está contente. É pouco. Ela quer muito mais. Se pudesse abraçaria o mundo. Seria um pouco de tudo na vida, trabalharia com um pouco de tudo, moraria um pouco em cada lugar do mundo, conheceria e faria um pouco de tudo.
Seu problema é gostar muito de muitas coisas diferentes. Prestes a se formar em Jornalismo, ela ainda não sabe seu futuro. Mas sabe que seu lugar não é aqui, em São Paulo. Não por enquanto pelo menos.
Já decidiu que no próximo ano vai viajar, morar fora, estudar em outro país. Quer conhecer o mundo. Quer conhecer ela mesma. E o que descobrir, ela conta.