por Adriane Schultz

Você alguma vez já se deparou em plena noite de domingo assistindo ao programa Pânico na TV? Produzido pela Rede TV e no ar desde 2003, a atração conta com humoristas como Emílio Surita, Bola, Sabrina Sato, Vesgo, Carioca e Ceará.  O objetivo é o de causar polêmica, satirizando personalidades conhecidas e provocando o riso do público. Apesar de se mostrar como inovadora e engraçada, há quem diga que a atração se tornou repetitiva. Entretanto, não dá para negar que todas as brincadeiras criadas pelos membros do Pânico na TV estão contaminando o público e fazendo parte do vocabulário de crianças, jovens e adultos. O cumprimento incorporou a mania do “Peitinho” e as crises de Amy Winehouse do Pânico, de tão escandalosas, rendem audiência.

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O quadro de Amy, por exemplo, mostra um humorista caracterizado como a cantora que corre, grita, invade e destrói objetos em lojas assustando e simulando brigas. O quadro se baseia em histórias do dia-a-dia de Amy, como as aulas de auto-escola ou visitas a lugares como parques. Outro quadro, Pergunta pra Maísa, traz Malisa, paródia da menina Maísa Silva, em interpretações em forma de sátiras e imitações de famosos.

Entre os quadros da temporada atual, há também “Vesgo e Silvio”, “O Impostor”, “Meda”, “Momento Amy Winehouse” e “”Pânico Delivery”. O quadro “Sandálias da Humildade” fez um grande sucesso, mas ele já não faz parte da programação do Pânico 2009. Os homens podem se deslumbrar com as panicats e até mesmo alguns bordões como “Ai que meda!” “Nossaah!”, “Vou ou não vou?!”, “Ronaldo!” “Para tudo e chama a Nasa!”, “Claro que sim, claro que não” e “Peitinho” que fazem muito sucesso entre o público.

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Grande sucesso da rádio Jovem Pan FM, o programa usa uma grande dose de sarcasmo para fazer críticas às celebridades, além de usar o corpo feminino para aumentar audiência. A atração aumentou, por exemplo, a exposição do corpo das mulheres, entre elas a apresentadora Sabrina Sato, ex-BBB e ex-capa da Playboy.

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Em 2005, os humoristas foram parar na polícia devido a perseguição pela atriz Carolina Dieckman para que ela calçasse as sandálias da humildade. Em 2006, o “Pânico” passou das 18h para as 20h depois de ter sua classificação indicativa modificada de livre para imprópria para menores de 12 anos. Novamente, em maio desse ano, o Ministério da Justiça mudou a classificação indicativa do programa, que agora é considerado impróprio para menores de 14 anos. Com isso, a RedeTV! não pode exibir o programa antes das 21h.

 O programa que segue tirando audiência da Rede Globo teve como recorde de audiencia 11 pontos de média e share de 15,9% com pico de 16,1 às 22h28, em abril desse ano. Os pontos fortes da edição foram Christian Pior e Robaldo Esperman na festa do BBB 9 e Sabrina Sato entrevistando a banda Kiss, que fez show em São Paulo.

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E para você, qual é a influência do programa em relação às diferentes classes etárias de telespectadores?

por Adriane Schultz

De acordo com pesquisa do IBOPE, o número de internautas que visita  Twitter pulou de 344 mil em fevereiro para 677 mil em março, o que representa um crescimento de 96,8% do twiter. Celebridades como Oprah Winfrey e Ashton Kutcher são apontados como ícones que influenciaram a adesão de pessoas no site.

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A mania de “twitar” anda fazendo com que, nos últimos quatro meses, o número de visitas no mundo mais que quadruplique passando de 4,3 milhões para 19,1 milhões de visitas, entre dezembro e março. Segundo a Hitwise, um dia depois que a apresentadora Oprah aderiu ao twiter, ela já era seguida por cerca de 825 mil pessoas.

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Ashton Kutcher, ator americano também não ficou fora do microblog. Ao propor um desafio para a CNN de que superaria os 1,3 milhão de seguidores, alcançou nada mais que 1,6 milhão.

Segundo Juliana Matos, do IBOPE, o aumento de usuários do twiter se deve ao fato de que os internautas se sentem influenciados pelos artistas. “As personalidades públicas fazem com que muitas pessoas desejem estar próximas, sabendo da vida do artista ou até mesmo podendo entrar em contato com ele”, afirma.

Marina Esteves, 12 anos, é exemplo de quem se sentiu impulsionada a aderir à nova mania pela influência do ator Ashton Kutcher. “Eu sou muito fã dele e quando fiquei sabendo que ele estava lá, não pensei duas vezes e entrei”, explica.

Paulo Coelho, escritor, usa o twiter para contar sobre suas viagens e conversar com seus seguidores. Outras personalidades brasileiras que estão no microblog são o técnico do Corinthians, Mano Menezes, e o cantor Léo Jaime.

E você concorda que as celebridades influenciem no maior número de usuários do twiter?

Por Adriane Schultz

A cirurgia, que pretende melhorar algum aspecto físico que não agrada, ou seja, corrigir uma deformidade,  faz com que o Brasil seja recordista mundial em cirurgias plásticas.  Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a influência de personalidades públicas é o terceiro motivo que leva alguém a uma clínica.

A mesma pesquisa estima que aumentou em 580% o número de intervenções com fim estético. 70% dessas cirurgias são pedidos de retoques feitos por mulheres. Atualmente, as duas cirurgias plásticas estéticas mais realizadas no Brasil são a lipoaspiração e o implante de prótese de silicone nos seios.

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O programa da MTV americana, “I Want a Famous Face” mostra cenas explícitas de intervenções cirúrgicas. O programa funciona como um documentário sobre pessoas que desejam fazer cirurgia plástica. Os participantes são aqueles que desejam ser parecidos com celebridades. Tudo é feito para ficar semelhante àquela artista, mesmo que seja preciso fazer centenas de intervenções e gastar muito dinheiro.

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Um exemplo é a dentista Márcia Masi, 37 anos. Ela implantou silicone nos seios em 2005, e satisfeita, pretende aumentar o tamanho da prótese. ” Eu adorei.  Na época, me baseei nos seios da Deborah Secco que estava fazendo uma novela. Sou fã deste tipo de cirurgia”, afirma.

Aumentou o número de homens que optam por fazer cirurgia estética. De 5% que representavam, agora eles são 30% dos presentes nos consultórios. A maior procura é por celebridades como Reynaldo Gianecchni, Tom Cruise e Brad Pitt.

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E você acredita que as celebridades influenciam na decisão de fazer cirurgia estética?

 Por Adriane Schultz

Todo mundo já está cansado de saber que a internet possui uma gama de sites de emprego. Alguns são até mesmo pagos mensalmente e outros gratuitos, mas ambos oferecem vagas para diversos tipos de carreiras. No entanto, poucos sabem que os sites de relacionamento atuais como Orkut, Facebook e Twiter podem também contribuir na busca de um emprego.

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O grande número de comunidades de emprego no Orkut, por exemplo, possibilita uma enorme quantidade e variedade de opções de vagas de emprego. Já existe até uma comunidade chamada “Consegui emprego pelo Orkut” para demonstrar o quanto o fato é evidente. “Já consegui três empregos, é por isso que eu não posso deixar de ter Orkut”, afirma a publicitária Gleice Mageste, 21 anos.

 O fato é que, por se tratar de um meio gratuito de publicação, profissionais do RH vêm apostando nesses sites para contratar profissionais. Passa a ser desnecessário publicar banco de vagas em revistas de grande circulação, já que o Orkut, com milhões de usuários, já proporciona às empresas um grande número de currículos recebidos.

 

Opção de busca de emprego e de networking que vem se mostrando presente é também o Twiter, microblog que conquista cada vez mais adeptos em todo o Brasil. Profissionais interessados em contratações postam pequenos posts de oportunidades de vagas, principalmente para a área de tecnologia da informação e comunicação. Os “seguidores” do twiter acabam passando vagas a outros e assim, não faltam currículos enviados às empresas.

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Pesquisas mostram que 50 a 70% das pessoas que conquistaram emprego o conseguiram pelo networking, que funciona como propaganda pessoal. Sites de relacionamento permitem que o usuário crie sua própria página pessoal. Torna-se imprescindível que ele saiba o que publique, visto que qualquer conteúdo pode ser observado pelo RH contratante. É válido postar mensagens informativas e interessantes no twiter do que publicar comentários relativos à vida pessoal. 

 

E você já experimentou procurar emprego pelos sites de relacionamento?

Por Adriane Schultz

A influência da internet nos relacionamentos amorosos

Segundo pesquisa divulgada na última terça-feira pela Symantec, 82% dos internautas brasileiros dizem que a web melhorou seus relacionamentos, índice que supera a média mundial, de 70%. A experiência de se apaixonar por meio da rede já foi vivida por 25% dos internautas adultos pesquisados no Brasil, e contato facilitado com familiares é um aspecto importante para 77%.

 Hoje, mais do que nunca, sem que possamos nos dar conta, todo tipo de comunicação que temos está inserida num padrão de velocidade inimaginável há poucos anos. A velocidade do mundo tem reflexo imediato em tudo o que se fala e, como não poderia deixar de ser, na rapidez de como ocorrem as afinidades nos relacionamentos.

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 Antigamente, nossos avós demoravam meses para segurarem nas mãos um do outro. Tudo acontecia em velocidade lentíssima. Flertes eram sinal de paquera, mas qualquer aproximação rápida já era considerada indevida. Therezinha de Camargo, 70 anos, acredita que os relacionamentos dos anos em que era jovem eram mais verdadeiros. “Uma pouca vergonha o mundo de hoje, as meninas ficam com vários rapazes. Eu não queria viver nesse mundo, eu namorei um moço e só depois de um ano e três meses, dei o primeiro beijo nele. Eu tinha medo que fizessem comentários.  Deixava que ele pegasse só no dedinho, na mão só se fosse escondido, mas eu nem deixava.”, afirma..

 Fato é que logo ao conhecer aquela pessoa interessante o que vem em primeiro lugar na mente é procurar seu perfil  no Orkut ou adicioná-lo no MSN. Quando se conhece alguém em um bar, por exemplo, raramente, dias depois, as pessoas passam horas ao telefone para se conhecerem melhor ou então para falarem sobre a vida. As ligações são bem mais raras, já que a internet possibilita uma aproximação impessoal.

 Mas há também quem diga que a internet é destruidora de relacionamentos. A culpa recai principalmente no site de relacionamentos Orkut. Não há namorado que não fique nervoso ao ver algum recado bonitinho de um certo desconhecido para a namorada. Como os recados são públicos, a falta de privacidade faz com que se originem múltiplas interpretações e confusões. Além disso, para muitos, Orkut é o lugar em que se descobre tudo. Aquele ex está namorando com outra ou aconteceu uma festa e você não foi convidado. Há quem mostre sua vida em excesso por meio de centenas de fotos e dizeres. Mas há também quem seja mais discreto e bloqueie o acesso ao conteúdo do seu Orkut.

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Carla Matos, estudante de Psicologia, não se importa com as reclamações do namorado e não deixa de utilizar a web. “Com relação às conversas com outros meninos eu não vou parar de falar com meus amigos por causa de ciúmes de namorado, ele tem as amigas dele e eu tenho meus amigos. Quando o namoro acaba, o que sobra são os amigos mesmo”, afirmou. Paulo César, vendedor, já teve brigas com a namorada, entretanto não deixou de usar a rede por esse motivo. “O lance de compartilhar senha não existe, é doença. E se chegar ao ponto do cara querer a senha da garota, é que ele já não está confiando no relacionamento”.

Outra pesquisa divulgada nessa semana aponta que 20% dos jovens entre 22 e 30 anos terminam seus relacionamentos amorosos pela internet, em sites como o Facebook e o Twitter. O número aumenta entre aqueles que têm menos de 21 anos: 48% publicaram o fim do relacionamento na rede. Os novos solteiros admitiram que enviaram uma mensagem de texto por celular ou por e-mail ou que mudaram o status de relacionamento da sua rede social. Além disso, 95% dos entrevistados admitiram usar o Facebook e o MySpace para pesquisar sobre novos parceiros amorosos.

 

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“Terminar qualquer tipo de relacionamento pela internet é a pior coisa. Para mim, isso não é relacionamento”, disse Fabiano Sado, publicitário. Mesmo auxiliando na paquera entre recém-conhecidos, a internet deve ser usada com limites. “Eu acho covardia terminar relacionamento pela internet. Nada substitui a conversa olho por olho”, afirma Gabriel Nicolatti, jornalista.

 

E você acredita que a internet prejudica ou beneficia os relacionamentos? Qual é o seu ponto de vista?

 

Veja mais:

 

http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3642460-EI4802,00-Internet+melhorou+relacionamentos+de+dos+brasileiros.html

 http://sampameulugar.wordpress.com/2008/03/22/internet-e-relacionamentos-os-dois-lados-da-moeda/

 http://www.blogadao.com/evite-problemas-com-relacionamentos-pela-internet/

 http://www.comunicacao.pro.br/artcon/protege.htm

 

por Adriane Schultz

Propagandas de bebida alcoólica são as maiores responsáveis pelo aumento no consumo exagerado entre adolescentes.

 

 

 

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Segundo estudo de psiquiatras da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), quase 85% dos adolescentes menores de idade pesquisados já experimentou bebida alcoólica e em torno de 45% bebem com certa freqüência. Os resultados obtidos mostraram que 82,7% dos estudantes relataram já ter experimentado bebidas alcoólicas, dentre os quais 44,4% referiram consumo com certa freqüência: 30,1% pelo menos uma vez ao mês e 14,3% aos finais de semana.

 Especialistas em adolescentes dependentes de bebidas alcoólicas acreditam que as propagandas comerciais veiculadas na televisão são o principal fator de consumo exagerado de álcool. Por ser um meio de fácil acesso e mediadora de informações persuasivas aos jovens, a televisão possui alto poder de manipulação e persuasão, de forma que os adolescentes telespectadores acabem acreditando e sendo influenciados por tudo que assistem.

Muitos são os fatores de influência dos comerciais de bebida alcoólica no consumo de menores, principalmente entre os meninos.Um deles é o de que os garotos acabam bebendo excessivamente para serem aceitos pelas meninas e terem mais facilidade ao partirem em uma conquista. Outra explicação é a de que embriagar-se significa ser homem, em uma demonstração de masculinidade, virilidade e maturidade.

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Vários comerciais de bebidas alcoólicas vinculam seus produtos à riqueza, sucesso, prestígio, eventos musicais, esportivos e imagem de pessoas famosas, de forma que mascara os verdadeiros interesses de lucro em vendas destas indústrias e incentiva o consumo precoce. Especialistas afirmam que o jovem que abusa do álcool é muito torturado, que ainda não se encontrou, que está perdido a respeito do seu futuro, e muitas vezes consome álcool na esperança de se sentir mais calmo ou para imaginar que está mais feliz. Sob o efeito do álcool, o adolescente se sente como gostaria de ser se não consumisse a bebida, encontrando nesta o apoio que necessita para fazer o que tem vontade.

Segundo o “Movimento Propaganda Sem Bebida”, organizado por civis, dos cerca de U$ 106,000,000 gastos em propaganda de álcool na mídia em 2001, 80% foi em cerveja. De acordo com mesma pesquisa, grande parte das crianças e jovens de 10 a 17 anos assistem às propagandas, pois dizem se interessar pela forma que são mostradas. Além disso, a cada mês que surge um comercial novo, o consumo de álcool aumenta em 1%. A indústria não se responsabiliza por qualquer dano causado pelas bebidas.

 O CONAR – Conselho de auto- regulamentação publicitária impõe uma série de restrições para as publicidades. A regra primordial é a de que as propagandas não devem conter animações, crianças ou qualquer outro elemento que atraia a atenção daqueles que possuem menos de 18 anos de idade. Um exemplo é o da marca Brahma que sofreu restrição em uma propaganda que exibia animação de siris.

 

 

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Entre os jovens, a principal conseqüência do excesso da bebida são problemas de memória, mas há casos graves de brigas entre grupos, disputa por garotas e agressões físicas. Apesar das tentativas de censura às propagandas de incentivo à bebida alcoólica, ainda há muito a ser feito. “É preciso não só que os pais fiscalizem, mas que seja feita uma fiscalização muito maior nos bares que vendem bebida alcólica a menores. O problema é antigo, não é da noite pro dia que vai ser solucionado.”, afirmou a psicóloga Fátima de Souza.

E você o que acha da influência de propagandas de bebida no abuso pelos menores?

Por Adriane Schultz

         Toda obra de ficção midiática é elaborada com o objetivo de produzir audiência. É sempre daquele mesmo jeito: de um lado, o vilão odiado, e de outro, o bonzinho querido. Detalhes são exatamente pensados para criar conflitos e despertar a atenção das pessoas. A carga emocional que a audiência projeta entre os dois lados é tão forte que muitas vezes provoca confusão entre ficção e realidade. Em determinados casos, essa confusão pode ser positiva, quando, por exemplo, o ator é cercado de fãs que se identificam com a personagem e se tornam admiradores de seu trabalho. Ou por outro lado, pode ser negativa, quando, o ator, ao interpretar um vilão, é quem sofre desrespeito verbal ou físico.

         Para Ivnei Soares, ator, a recepção do público aconteceu de maneira que o deixou satisfeito. Certo dia, uma mulher, ao encontrá-lo aos beijos com sua esposa na rua, chegou a dizer que realmente acreditava que, assim como na novela, ele era homossexual. “Acho que essas ilusões, causadas pelo ator ao público, são o maior sinal de que o trabalho funcionou, como uma premiação pelo seu trabalho”, afirmou o ator.

                Não são poucos os casos conhecidos de atores que são xingados ou até agredidos nas ruas.  Em Mulheres Apaixonadas, a atriz Regiane Alves sofreu com a personagem Dóris, que humilhava os próprios avós. Ela já levou golpe de jornal nas costas e ouvia comentários furiosos de defensores da terceira idade. Ranieri Gonzalez, o vilão Maurício, de Esperança, apanhou três vezes, de guarda-chuva, bolsada e até de uma moça que bateu no ator com o celular. E quem não se lembra de Iris, personagem da atriz Deborah Secco, em Laços de Família? De tantas travessuras que a menina aprontou, a atriz também acabou sendo agredida fisicamente enquanto fazia compras.

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                 Um caso ainda mais grave é o da atriz Daniela Perez, assassinada na vida real pelo ator Guilherme de Pádua, com quem contracenava na novela De Corpo e Alma ,levada ao ar entre 1992 e 1993. Enquanto a novela mostrava Daniela viva, na pele da personagem Iasmin, os jornais e telejornais noticiavam o assassinato da atriz. No livro Showrnarlismo- a notícia como espetáculo, o autor da obra, jornalista e doutor em História Social pela USP, José Arbex Júnior, afirma que o drama da personagem é fantasioso, mas a lágrima que o telespectador derrama ou a palpitação de seu coração é real. Para ele, o episódio demonstra a capacidade da televisão de criar mundos reais, pela forte identificação dos telespectadores com as personagens da ficção, devido à intimidade entre telespectador e personagem que surge, no decorrer do tempo em que uma novela é transmitida.

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Outro exemplo recente de agressão por confusão entre ator e personagem é o de Jackson Antunes, ator da novela A Favorita. Seu personagem, Leonardo, era um homem que vivia embriagado e que além de humilhar, agredia sua própria esposa, Catarina, interpretada por Lilia Cabral. As cenas eram tão comoventes e revoltantes que fez com que um homem o agredisse na rua. A telespectadora, Rosangela Luz, admite ter ficado chocada ao assistir às cenas de humilhação. “Era uma coisa que me causava revolta, eu tinha vontade de desligar a televisão de tanta raiva que eu passava com a maldade daquele homem, era de cortar o coração.”

                Apesar de ficar internado três dias em um hospital devido à queda que sofreu durante a briga, o ator Jackson Antunes, resolveu enxergar o lado bom da história.  ”Parece uma coisa medieval o que me aconteceu, mas acho que quando a novela provoca esse tipo de reação, é porque está dando o recado e denunciando esse tipo de realidade.”, afirmou o ator em depoimento para o site terra.

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                 Há quem diga que pessoas desse tipo que saem pelas ruas agredindo atores realmente são loucas. Há também quem entenda, já que a televisão retrata cenas que, por parecerem tão reais, confundem a cabeça dos telespectadores. E há ainda os que defendem a tese de que tudo isso não passa de uma tentativa de chamar a atenção para que a mídia veincule que determinada pessoa agrediu tal ator.

         E você, acredita ser possível confundir ficção com realidade? Ou realmente tudo não passa de pessoas que buscam um dia de fama? Essa tal de confusão é saudável e não deve ser levada a sério ou é algo prejudicial para a vida de um ator?

 

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