Ronaldo Luís Nazário de Lima, jogador de futebol, mais conhecido como Ronaldo “Fenômeno” por ser um dos grandes craques da atualidade, já passou por maravilhas e maus bocados ao longo de sua carreira futebolística.

Começando como jogador profissional pelo Cruzeiro, Ronaldo jogou pela seleção brasileira e conquistou a Europa jogando em times como Barcelona, Internazionale de Milão, Real Madrid e Milan.

Durante três vezes, Ronaldo contundiu o joelho, voltando excessivamente acima do peso e desacreditado pela mídia. Porém, se superava, mostrando ser um grande jogador. Ele possui site próprio, onde há seguidas notícias do que acontece com o jogador. O grande atrativo do Ronaldo para a mídia e para o público está em seu poder de superação. A contusão mais problemática de sua carreira foi quando a Copa do Mundo estava próxima, apesar de desiludido, ele voltou e seu desempenho foi suficiente para muitos o considerarem o maior jogador do mundial e do ano.

Muitos brasileiros se identificam com o “Fenômeno”, pelo seu passado simples e por ter passado por grandes dificuldades na vida. Muitas propagandas se inspiraram nesse lado de Ronaldo.

Por todas as suas batalhas e reações, a marca “Ronaldo” atrai muitos investidores que querem associar a imagem de seu produto com ele, pois sua imagem possui um grande valor para o público. Seus maiores patrocinadores são a Tim, Guaraná Antarctica, Brahma e Nike, tendo nessa última, contrato vitalício.

Assim que entrou no Corinthians, além de ocupar grande espaço na mídia diária, Ronaldo conseguiu com a venda de suas camisas um lucro de 25 mil reais apenas em dezembro. O que comprova seu sucesso com o público.

O sucesso do “Fenômeno” pela sua superação em potencial, já fez com que Marcelo D2 o homenageasse em uma música, na qual é citado como um brasileiro comum, que passa por dificuldades, mas sempre passa por cima de tais. O que faz o público se identificar ainda mais com o jogador.

E você, se inspira no “Fenômeno”? Acha que ele é um exemplo de superação? Ou que seu sucesso é apenas marketing? O que pensa do jogador?

Por Maíra Vargas

O campeonato paulista de 2009 não poderia ter semifinais melhores. Dois clássicos, Santos e Palmeiras, Corinthians e São Paulo.

Como sempre, futebol não é feito apenas de alegrias, tristezas, vitórias e derrotas.  Também carregado de muita violência, torcedores deixam de ir aos estádios por medo de brigas entre torcidas rivais. E dessa vez não foi diferente.

Na penúltima rodada do campeonato paulista, ocorreram casos de violência e provocação entre os torcedores. Como o fato da torcida são paulina ter espalhado na entrada da torcida corintiana penas de galinha e milho em resposta a tal, pois os são paulinos se depararam com a entrada no Pacaembu distribuída de purpurina e lantejoula, além de palavras como “meninas” pichadas no chão.

 

Corintianos "decoram" a entrada dos são paulinos no Pacaembu

Corintianos "decoram" a entrada dos são paulinos no Pacaembu

 

Em resposta, são paulinos enfeitam a entrada dos corintianos no Morumbi com penas de galinha e milho

Em resposta, são paulinos enfeitam a entrada dos corintianos no Morumbi com penas de galinha e milho

Quando episódios assim acontecem, aguçam a raiva entre os dois times e suas torcidas. A mídia, por sua vez, também enaltece o futebol como uma guerra, utilizando-se de termos bélicos como “duelo”, “matador” e “artilheiro”. Durante o  comentário de Caio Ribeiro no Globo Esporte, sobre o último jogo de Corinthians e São Paulo, Thiago, o apresentador do programa, se refere à partida como “duelo de ataque contra defesa”.

Outro exemplo de provocação é Cristian, camisa 06 do Corinthians, que importunou a torcida adversária fazendo gestos provocativos. Em sua entrevista ao Globo Esporte, o jogador alega que foi uma atitude impensada, mas também se utiliza de termos bélicos, dizendo que o Corinthians “massacrou” o time rival e “lutou até o fim”. O vídeo abaixo mostra o gol e a afronta de Cristian aos são paulinos.

 Quando citadas na mídia, palavras bélicas podem ser perigosas para futuras atitudes da torcida e dos jogadores. A mídia expõe os jogadores de futebol como atuantes de guerra e a torcida como seus aliados. Aquele que faz mais gols é o “artilheiro” e sempre é exposta a “tabela de artilharia” nos veículos esportivos. Um exemplo claro é o atacante Ronaldo, atuante no Corinthians, ser chamado de “matador”.

 

São termos como esses que influenciam torcidas e jogadores ao confronto. Nos dias de hoje, Isso é visto como algo comum. Num jogo de rivalidade como Corinthians e São Paulo, ninguém ficou surpreso ao saber que o ônibus que levava os jogadores do Corinthians foi apedrejado ao chegar no Morumbi.

A violência no futebol, atualmente, é encarada como uma normalidade. Você concorda que a abordagem e referência da mídia no futebol influenciam nas atitudes dos jogadores e torcidas? Respondam! Comentem!

 Por Maíra Vargas

Eles aparecem na nossa televisão, tocam nas nossas rádios, estão constantemente presentes nas capas das revistas que compramos e participam de fases das nossas vidas. Aquelas pessoas que mais nos inspiram e que mais admiramos podem, muitas vezes, ser personalidades formatadas pela nossa fértil imaginação. Estou falando daqueles que chamamos de ídolos.

Eles podem muito bem nos entreter e nos inspirar com seu talento, carisma, ou até mesmo com sua beleza, todavia, é preciso ter consciência de que seus atributos são enaltecidos pela mídia. Não apenas pela forma como são expostos, mas também, pelo espaço que usufruem quando estão em seu auge.

           O jogador de futebol, atuante no Milan, Kaká aparecia em todas as capas de jornais diários quando jogava no São Paulo. Garoto jovem, com menos de vinte anos na época, tinha tudo para ser assédio dos adolescentes. Belo para as meninas, craque para os meninos, o rapaz era alvo da mídia, durante os sete dias da semana. Seu público foi aumentando, até chegar a ponto de ele receber cem cartas semanais das fãs apaixonadas pelo seu carisma e jeito meigo de ser. E até hoje Kaká faz sucesso com esse público. Agora, no auge de sua carreira, sendo considerado o melhor jogador de futebol do mundo em 2007, conquistou a Itália, seus jornais e os torcedores do Milan. Houve o caso de uma fã italiana aprender a língua portuguesa de tanto ler jornais do Brasil. Atualmente, ela faz aulas particulares de português para poder se comunicar melhor com o ídolo quando o encontrar.

Kaká no Milan

Kaká no Milan

            Quanto mais a mídia publica e demonstra interesse em uma personalidade, independente de ela ter talento ou não, sua legião de fãs aumenta. É o caso de Paris Hilton, herdeira da rede de hotéis Hilton. Extremamente rica e assediada pela mídia, Paris conseguiu, sem grande esforço ou talento, as carreiras de empresária, modelo, atriz, cantora e escritora, além de inúmeros fãs no mundo inteiro. Como empresária, ela é presidente de três empresas, sendo duas delas utilizadas para administrar suas outras carreiras. Como atriz, ela atuou em alguns seriados de televisão e participou de alguns filmes como a Casa de Cera. Como cantora, ela fundou sua própria gravadora e vendeu mais de 600 mil cópias no mundo inteiro com seu álbum Paris. Seu livro Confessions of an Heiress: A Tongue-in-Chic Peek behind the Pose é uma autobiografia, cheia de fotos coloridas e dicas para garotas que querem ser como ela. Apesar de a escrita ser considerada amadora pelos críticos, entrou para a lista de best-sellers do The New York Times, faturando para Paris cem mil dólares. Antes mesmo de atuar em todas essas áreas, Paris Hilton era diariamente comentada na mídia, pelos seus escândalos. Isso também a ajudou a conquistar fãs que admiravam e procuravam seguir seu estilo de vida fútil.

 

Paris Hilton, empresária, modelo, atriz, cantora e escritora

Paris Hilton, empresária, modelo, atriz, cantora e escritora

 

             O público está acostumado a ter alguém para admirar, seja pela sua beleza, simpatia ou apenas pelo seu merecimento. Isso está bem claro em programas de reality show, como o Big Brother ou o American Idol, uma competição entre cantores que buscam sucesso. O ganhador, que se torna o novo “ídolo americano”, é escolhido pelo público, que acaba apoiando fielmente o seu preferido e adquire carinho e admiração por tal. O American Idol, já em sua oitava edição, é o programa mais assistido e com a maior publicidade nos Estados Unidos, o que nos demonstra, claramente, o espírito meritocrático do público americano que julga o cantor, o qual, futuramente, cantará no seu rádio. O programa envolve o país em todas as suas edições e a maioria dos cantores acabam sendo contratados por gravadoras. Alguns vencedores do programa fazem sucesso até hoje como Jordin Sparks, Carrie Underwood e Kelly Clarkson, primeira vencedora e mais bem sucedida cantora vinda do programa.

 

Kelly Clarkson, primeira vencedora do American Idol

Kelly Clarkson, primeira vencedora do American Idol

 

Casos divergentes como o de Paris Hilton, Kaká e Kelly Clarkson têm em comum o assédio da mídia. Analisando os fatos, o que você pensa sobre o assunto? A transformação de uma personalidade em ídolo internacional é culpa da veiculação exagerada da mídia? Ou simplesmente é merecimento de tal? Comente!

Por Maíra Vargas

Dizem que o salário da mídia vem da violência exposta nos jornais. Não se pode garantir que é verdade, mas que influencia e gera muitos comentários no cotidiano é inegável.  

 

Uma das últimas notícias polêmicas registrada nas páginas de Internet, rádio, televisão e impresso, foi do pai que seqüestrou a filha em Goiânia, utilizando um avião, o que resultou na morte da criança e de si mesmo. A notícia foi transmitida durante, mais ou menos, dois dias. Não parece tanto, porém, fica a dúvida do que resultou no comportamento humano após o fato explicitado pela mídia.

Maria Rejane Souza, 48, é consultora de vendas e diz que ficou horrorizada com o acontecimento: “Foi o maior comentário do meu trabalho nos últimos dias. Até agora estou chocada com o que aconteceu e como uma pessoa pode se mostrar tão desumana”.

 

Avião caído em Goiânia

Avião caído em Goiânia

 

 

Maria Rejane também se recorda de outra notícia, a qual ficou abalada essa semana. O caso da patroa que espancou o bebê da babá de sua filha. A babá também sofreu agressões e seu filho está internado no hospital com traumatismo craniano. Quando questionada sobre o ocorrido, ela afirma, “Fico chocada com o grau de maldade e loucura do ser humano. Pessoas malucas e perigosas estão vivendo ao nosso lado e nós não estamos nos dando conta. Se meus filhos ainda fossem pequenos, serviria como um alerta para tomar cuidado com quem se aproxima deles”.

Dante Ferrara, estudante de psicologia, tem 20 anos e lembra do caso de Eloá. “Senti revolta. É um caso específico, mas acho que coisas parecidas acontecem várias vezes e a mídia não retrata. Pelo visto, o perigo mora ao lado. Nos preocupamos tanto com assaltantes, que jamais esperamos ser apunhalados por aqueles em que mais confiamos”. O relato de Dante retrata o que vemos na sociedade após notícias chocantes como essas. Todos ficam com um pensamento unificado, e passam a pensar sobre o assunto. 

 

O "Caso Eloá" é comentado até hoje

O "Caso Eloá" é comentado até hoje

 

 

É o caso também de Fábio Castro, 21, estudante de jornalismo. Ele sempre gostou de futebol e freqüentou os jogos de seu time. Porém, após o ocorrido no último clássico de Corinthians e São Paulo, onde os torcedores corintianos brigaram com a polícia militar, Fábio reviu suas chances de voltar a um clássico. “Fiquei com muito medo. Não pretendo mais ir a clássicos. Nos jornais vi muitas pessoas machucadas, pisoteadas. É uma guerra sem fundamento”. 

 

Torcedor corintiano machucado no clássico

Torcedor corintiano machucado no clássico

 

 

Luiz Rafael Maluf, 27 anos, advogado, lembra da explosão do avião da TAM, em julho de 2007. Várias pessoas, assim como ele, ficaram com medo de andar de avião, ou de pousar no aeroporto de Congonhas. “Após um mês do acidente, fui pousar em Goiânia. Fiquei com medo quando o avião aterrisou, ele demorou certo tempo para frear. E não sei se foi impressão minha, mas estava sacudindo muito”. No caso de Luiz, é claramente mostrado como notícias chocantes podem provocar sensações de medo naqueles que as acompanham.

Marjorie Trofa, 20, estudante de jornalismo, pensa que é difícil relacionar essas matérias com os nossos dias: “Geralmente eu paro e me pergunto: ‘Que mundo é esse?’ Às vezes é difícil fazer uma conexão dos acontecimentos com o nosso cotidiano. Muitas dessas barbaridades não estão inseridas diretamente no dia-a-dia das pessoas. Acho que devemos fazer essa conexão com toda e qualquer notícia que analisamos”.

Marjorie não é a única que crê nisso. Muitas pessoas ainda pensam que todos esses episódios estão fora de nossa realidade, e por isso, não são analisados do jeito que devem por nós. Assim, ficamos sujeitos, cada vez mais, a conviver com o perigo. 

E você, o que pensa? A mídia deixa as pessoas alertas o bastante para os perigos da sociedade? Ou existe certo exagero em como as matérias são retratadas? A população ainda é alienada quanto aos perigos expostos no cotidiano? Discorram, comentem!

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