Aconteceu hoje, sexta-feira 15, na Avenida Rio Branco no centro do Rio de Janeiro, a primeira edição do Movimento dos Sem-Namorados. O evento foi realizado pelo site de relacionamentos ParPerfeito e terá uma edição paulista, que ocorrerá no domingo (dia 17) no Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo.
O evento contou com homens e mulheres, mais mulheres do que homens, de todas as idades. Moradora de Copacabana, pensionista do pai, Áurea Flores. Entre 75 e 85 (ela não quis dizer a idade), revela que jamais teve um namorado. A mãe não deixava. Mas Áurea não perdeu as esperanças: “Em algum lugar eu vou ter que achar. Pode até ser aqui, quem sabe?”
Claudio Gandelman, responsável pelo evento afirma que a ideia é reunir pessoas que talvez nunca se conhecessem por não frequentarem a mesma academia, balada, bar ou faculdade, por exemplo. “Todos vão encontrar pessoas que estão buscando a mesma coisa que eles”, explica.
Mas as mulheres não foram as únicas a se queixar da falta de um companheiro. Carlos Manoel Lira, 23. Auxiliar de escritório, tem como grande sonho casar e ter filhos. “As mulheres é que não querem nada. Eu ligo do dia seguinte, mas me dispensam. Elas são estranhas: se você não liga, reclamam. Se liga, é um chato”, diz ele.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de 200 pessoas participaram do evento no Rio.
Aquilo que é veiculado nas grandes mídias costuma ter grande repercussão. Às vezes até demais. A mídia de vez em quando exagera e o excesso de reproduçãode um mesmo fato acaba levando a uma desinformação por parte de quem consome. O assunto do momento é a gripe suína. Antes mesmo de chegar ao país e até antes de chegar à América Latina, os veículos de comunicação não paravam de falar no assunto. As pessoas se assustaram com tanta repercussão. Programas de televisãoe revistas fizeram grandes reportagens com opiniões de especialistas sobre quando a gripe chegaria ao Brasil, as consequências, e tantas outras pautas que acabaram confundindo muita gente. Gente, por exemplo, que até agora não entendeu que o consumo de carne de porco não traz perigo à saúde e fizeram com que as vendas de carne de porco caissem.
Muitas pessoas no mundo inteiro entraram em desespero com a ideia de pegar essa gripe. Mas elas ainda nem sabiam o que era realmente a gripe suína e o que poderia acontecer com quem pegasse. Até agora os efeitos, segundo os especialistas, não são tão preocupantes, pelo menos aqui no Brasil. Mas já preocuparam muita gente. Remédios se esgotaram nas farmácias, máscaras bateram recordes de vendas, países tomaram medidas extremistas para se prevenir. Segundo a comerciante Ivete Fernandes em entrevista ao portal O Globo, as vendas de remédios para gripe na sua famárcia aumentaram muito e ela conta que uma de suas clientes levou R$ 500,00 só em remédios deste tipo. Fabricantes de máscaras, como a Descapark, declararam que decidiram dobrar a produção por conta do aumento nas vendas dessas máscaras que segundo especialistas, não fazem diferença e não impedem que se contraia a doença.
Pessoas ficam doentes só do medo de pegar a gripe. Dados da Comissão de Saúde Mental do Conselho Econômico e Social da ONU (Organização das Nações Unidas) mostram que 20% da população mundial tende a desenvolver doenças ligadas ao campo da saúde mental com o estresse causado pela possibilidade da gripe suína se tornar uma pandemia.
A gripe deve ser levada a sério e devem ser tomadas medidas para se prevenir e enfrentar esse novo vírus. Mas isso deve ser feito de forma consciente e organizada. As pessoas entraram em desespero e em vez de se prevenir podem vir a ter outros problemas causados, por exemplo, pelo uso inadequado de remédios. A televisão e outros veículos de comunicação tentam explicar o que é a gripe e tirar as dúvidas da população, mas são muitas informações novas vindas de várias mídias que acabam confundindo em vez de esclarecer.
E você também ficou preocupado com a gripe suína antes mesmo de saber do que se tratava?
Para você, como deveria ser a postura da mídia em momentos como esse?
Ao acordar em um dia da semana normal ligo a televisão na Globo, e como sempre está passando aquele jornal matinal. Entre tantas outras notícias, uma se destacou por ter sido algo que nunca tinha vista ser abordado em um telejornal. Uma senhorinha desajeitada de quase 50 anos soltando a voz em um programa britanico fez todo mundo ficar de quixo caído. Todo mundo mesmo!
Sim, Susan Boyle é o assunto de hoje. A mulher dona de um incrível “gogó” que apareceu no Britain´s Got Talent, um programa com a mesma proposta do nosso Ídolos. Ao subir no palco, a escosesa Susan provocou risadas e olhares maliciosos pelo simples fato de não ter a melhor aparência. Os jurados a desdenharam, e a plateia riu descaradamente dos trejeitos da candidata e do fato de ter revelado que seu sonho era ser igual à conceituada cantora Elaine Paige. Depois do incidente no qual escosesa aparentemente nem demonstrou se ababaloalar, começa o show. Sunsan Boyle solta uma linda voz cantando a música I Dreamed a Dream, do musical Les Miserables, surpreendendo a todos; jurados, plateia, apresentadores, jornalistas, e todo o mundo.
O vídeo acima mostra em detalhes o que acabei de descrever. Incrível como do dia para a noite a mulher que tinha sido esnobada chegou ao topo, aparecendo em diversos notíciarios de diferentes países. Seu nome pode ser encontrado na famosa enciclopédia virtual, Wikipédia, contando um pouquinho de sua vida.
O que surpreende é ver a instantânea mudança de comportamento do público quando Susan abriu a boca. Isso mostra como a aparência é sempre julgada acima de tudo, e que há situações em que as pessoas sejam moralmente atingidas ao perceber que o externo não é tudo.
Depois do ápice de sua vida, a cantora ganhou status e fãs, que criaram um site oficial em sua homenagem. Creio que com ela muitos aprenderam que oportunidade nem sempre vem para todos, mas ao mesmo tempo essa febre de Susan corre grande risco de acabar em anonimato novamente, já que é facilmente identificada a mudança de opinião e comportamento perante a casos novos e surpreendentes que muitas vezes não param de aparecer.
Susan Boyle tem uma grande concorrente agora, Hollie Steel, uma garotinha de 10 anos com uma voz arrebatadora. Ela é a nova sensação do reality show.
E agora?! Será que Susan será esquecida, e Hollie tomará seu lugar como uma surpreendente revelação musical? Até que ponto o talento de alguém deve ser medido por um programa de televisão? E qual a vantagem de participar de um reality show como esse para uma mulher como Susan Boyle?
De acordo com pesquisa do IBOPE, o número de internautas que visita Twitter pulou de 344 mil em fevereiro para 677 mil em março, o que representa um crescimento de 96,8% do twiter. Celebridades como Oprah Winfrey e Ashton Kutcher são apontados como ícones que influenciaram a adesão de pessoas no site.
A mania de “twitar” anda fazendo com que, nos últimos quatro meses, o número de visitas no mundo mais que quadruplique passando de 4,3 milhões para 19,1 milhões de visitas, entre dezembro e março. Segundo a Hitwise, um dia depois que a apresentadora Oprah aderiu ao twiter, ela já era seguida por cerca de 825 mil pessoas.
Ashton Kutcher, ator americano também não ficou fora do microblog. Ao propor um desafio para a CNN de que superaria os 1,3 milhão de seguidores, alcançou nada mais que 1,6 milhão.
Segundo Juliana Matos, do IBOPE, o aumento de usuários do twiter se deve ao fato de que os internautas se sentem influenciados pelos artistas. “As personalidades públicas fazem com que muitas pessoas desejem estar próximas, sabendo da vida do artista ou até mesmo podendo entrar em contato com ele”, afirma.
Marina Esteves, 12 anos, é exemplo de quem se sentiu impulsionada a aderir à nova mania pela influência do ator Ashton Kutcher. “Eu sou muito fã dele e quando fiquei sabendo que ele estava lá, não pensei duas vezes e entrei”, explica.
Paulo Coelho, escritor, usa o twiter para contar sobre suas viagens e conversar com seus seguidores. Outras personalidades brasileiras que estão no microblog são o técnico do Corinthians, Mano Menezes, e o cantor Léo Jaime.
E você concorda que as celebridades influenciem no maior número de usuários do twiter?
Em novembro do ano passado o presidente Luis Inácio Lula da Silva convidou o chefe de Estado iraniano Mahmoud Ahmadinejad para fazer sua primeira visita oficial ao Brasil. A visita deveria acontecer hoje, quarta feira, 6 de maio, no entanto, foi cancelada e deverá ocorrer após as eleições iranianas de 12 de junho.
O cancelamento ocorreu após uma série de manifestações contrárias a presença de Ahmadinejad no país, mas o Ministério de Relações Públicas brasileiro nega que o cancelamento tenha sido em consequência das reações negativas.
Foram vários tipos de manifestações. No dia 4 de maio, no Rio de Janeiro, milhares de pessoas protestaram na praia de Ipanema, a maioria dos envolvidos era de judeus e homossexuais. Em São Paulo a comunidade judaica também se reuniu. As passeatas se iniciaram na semana anterior à data marcada para a recepção. Além das passeatas, foram distribuídos panfletos contrários à chegada do chefe de Estado contendo informações sobre questões polêmicas que o envolvem.
imagem do panfleto da campanha CONHEÇA A VERDADE, contra a visita de Ahmadinejad
Ahmadinejad ficou conhecido por suas declarações homófobas e antissemitas. No Irã, homossexualismo é considerado crime e segundo ONGs de direitos humanos Boroumand Fondation, 107 pessoas já foram executadas desde a revolução islâmica por serem homossexuais. Em 24 de setembro de 2007, quando perguntado sobre o homossexualismo, Ahmadinejad alegou: “Nós não temos homossexuais no Irã”.
Em outubro de 2005, teria afirmado publicamente que Israel é uma “mancha desgraçada” que deve ser apagada do mapa. Em dezembro do mesmo ano ele propôs a transferência do país insultado para a Europa. Em abril deste ano, o chefe de Estado questionou o holocausto na Conferência contra o Racismo na ONU, além de acusar Israel de racismo, o que provocou a retirada de delegações ocidentais. O governo brasileiro só condenou o discurso na semana passada.
Para entender melhor o radicalismo muçulmano assista ao filme Obssession – Radical Islam’s War Against the West:
E o que você acha sobre tudo isso? A cultura ocidental vê de forma absurda a crença e o radicalismo muçulmano. Ao mesmo tempo, os estudos sociais, a antropologia e a sociologia pregam que devemos enxergar com distanciamento de nossa própria cultura, a cultura do outro. É o conceito de alteridade. Mas até que ponto pode-se e deve-se fazer isso?
O que você acha? As manifestações são válidas e devemos nos opor à visita de um líder extremista? Ou isso seria julgar a ele e a todo um conjunto de valores pregado por uma cultura? Tentar afastar radicalistas de nosso país é um dever do cidadão brasileiro ou trata-se de outra forma de preconceito? Dê sua opinião!
Filmes como Harry Potter, High School Musical, Hannah Montana e Crespúsculo lotam as salas de cinema por todo o mundo e fazem crianças e adolescentes passar horas nas filas de estreias. O filme High School Musical 3, por exemplo, conseguiu US$ 42 milhões com a bilheteria nos Estados Unidos, e foi a maior abertura de um musical na história. O filme Harry Potter e a Ordem da Fênix bateu recorde de espectadores na estreia aqui no Brasil e as vendas de ingressos antecipados também bateram recorde com 170 mil vendas antecipadas.
Como essas histórias podem ter tanto poder na vida dos jovens? Não é só o fato deles assistirem aos filmes e gostarem, é mais que isso. Os personagens realmente influenciam esses jovens. Alguns passam a viver, ou querer viver como eles. Fazem perfis na internet como se fossem eles. Compram roupas iguais as deles. Procuram amigos em redes virtuais que também queiram ser como esses personagens e vivem em um mundo virtual onde eles podem ser seus ídolos. Alguns até perdem a noção entre real e imaginário e acabam imitando esses personagens no seu dia a dia, com seu amigos no colégio e em casa com seus pais. Imitam o jeito de se vestir, andar e falar.
O fanatismo é por definição qualquer coisa extremista e muito exagerada. Segundo o dicionário Aurélio, fanático é aquele que segue cegamente uma doutrina ou partido e o termo não está ligado unicamente a doutrinas políticas ou religiosas, inclui tudo aquilo que leva o indivíduo ao exagero é considerado uma forma de fanatismo.
É esse exagero que faz as pessoas cometerem atos às vezes insanos só para realizar o sonho de conhecer ou imitar um ídolo. Tem fã que gasta todo seu dinheiro economizado, perde aula, perde prova, larga o trabalho só para conhecer o ídolo. Na verdade o ídolo é o personagem, mas para os fãs isso se mistura e eles acompanham os atores como se eles fossem os personagens das histórias. Os jovens sabem que a história do Harry Potter, por exemplo, não existe e que eles não vão se tornar bruxos, mas mesmo assim eles querem viver a fantasia de ser como os personagens do livro e do filme. E defendem seus ídolos como se fossem parentes ou amigos.
As histórias de ficção do cinema com certeza envolvem as pessoas, e todo mundo tem seu filme preferido e já teve vontade de ser como um personagem. Mas existe um limite entre a admiração natural e o fanatismo. É normal quando se é jovem ser muito fã de algum personagem, mas isso não pode ultrapassar os limites da realidade e inteferir nos relacionamentos pessoais.
E você já quis ser como um personagem de filme? Já foi muito fã de algum? O que acha dessas pessoas que vivem em função de personagens que não existem?
A cirurgia, que pretende melhorar algum aspecto físico que não agrada, ou seja, corrigir uma deformidade, faz com que o Brasil seja recordista mundial em cirurgias plásticas. Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a influência de personalidades públicas é o terceiro motivo que leva alguém a uma clínica.
A mesma pesquisa estima que aumentou em 580% o número de intervenções com fim estético. 70% dessas cirurgias são pedidos de retoques feitos por mulheres. Atualmente, as duas cirurgias plásticas estéticas mais realizadas no Brasil são a lipoaspiração e o implante de prótese de silicone nos seios.
O programa da MTV americana, “I Want a Famous Face” mostra cenas explícitas de intervenções cirúrgicas. O programa funciona como um documentário sobre pessoas que desejam fazer cirurgia plástica. Os participantes são aqueles que desejam ser parecidos com celebridades. Tudo é feito para ficar semelhante àquela artista, mesmo que seja preciso fazer centenas de intervenções e gastar muito dinheiro.
Um exemplo é a dentista Márcia Masi, 37 anos. Ela implantou silicone nos seios em 2005, e satisfeita, pretende aumentar o tamanho da prótese. ” Eu adorei. Na época, me baseei nos seios da Deborah Secco que estava fazendo uma novela. Sou fã deste tipo de cirurgia”, afirma.
Aumentou o número de homens que optam por fazer cirurgia estética. De 5% que representavam, agora eles são 30% dos presentes nos consultórios. A maior procura é por celebridades como Reynaldo Gianecchni, Tom Cruise e Brad Pitt.
E você acredita que as celebridades influenciam na decisão de fazer cirurgia estética?
Paraisópolis foi o assunto do momento no início deste ano. Após o conflito entre moradores e policiais, a comunidade foi retratada como protagonista de uma guerra civil. Desde então 341 policiais ocupam o local, 24 horas por dia, em um verdadeiro acampamento instalado.
Quem viu o conflito na televisão ficou com medo. Porém, pior ainda foi para quem presenciou. Moradores da favela realmente se apavoraram com a situação, sem saber ao certo qual como tudo iniciou. José Rolim, diretor da Associação de Moradores de Paraisópolis, diz que o caos teve início com uma ordem de presos. Independente disso, quem presenciou e passou perto da região no dia 2 de fevereiro, não esquece o que presenciou.
Agora a favela se encontra “controlada”, ou “protegida” por tropas militares. Quem se informa sobre o assunto através dos meios de comunicação acaba obtendo uma imagem distorcida da situação. O comportamento inicial da sociedade, incluindo os próprios moradores, é de achar que a presença da PM poderia causar mais conflitos, e ocasionar repressões.
Na realidade, quem vê de longe não sabe ao certo o que imaginar, ou que conclusões tirar sobre os fatos, mas ainda assim julga o local como perigoso e os moradores como criminosos, como em outra favela qualquer. Poucos possuem oportunidade de conhecer realmente o que é uma comunidade carente, o que é Paraisópolis, e como está sua situação atual.
Crianças brincam em frente ao acampamento da Polícia Militar em Paraisópolis
A mídia mostra situações isoladas, que distorcem o que pode ser visto com os próprios olhos. Ações sociais são feitas no local, e tanto a polícia como os próprios moradores querem ver uma mudança na comunidade, no sentido de integração e educação. Conflitos como aquele que passou foi uma fatalidade, e o que se vê no local são olhares confusos, porém estáveis.
A sociedade costuma julgar e rotular aquilo que não conhece de perto. Isso é natural do ser humano. Porém, o comportamento preconceituoso acaba sendo comum em situações como essa, e a tendência é o isolamento cada vez maior de comunidades como de Paraisópolis, que precisam de um incentivo para o avanço.
Como acabar com essa rotulação que a mídia desenvolve? Você gostaria de conhecer Paraisópolis?
A mídia dita os padrões de beleza e influencia muito o comportamento das pessoas, especialmente das mulheres, em relação ao corpo e aparência. Se a mídia mostra que o padrão do momento são mulheres malhadas, as academias registram aumento no número de clientes; se fala que é ter seios grandes, os cirurgiões plásticos comemoram as muitas cirurgias de silicone que fazem; se diz que é preciso ser magra como as modelos, as dietas malucas para perder peso ganham força nas pautas dos veículos de comunicação.
As revistas femininas estão sempre divulgando dietas milagrosas, com a promessa de que em pouco tempo vão trazer o corpo perfeito. Essas dietas, geralmente, fazem restrição de algum nutriente essencial para a saúde, como carboidratos ou proteínas, ou então garantem que comer menos vezes ao dia emagrece e recomendam que as pessoas fiquem sem jantar, por exemplo. Mas elas não explicam que sem consultar um médico não se pode cortar alimentos ou pular refeições, pois isso traz consequencias para o organismo.
Segundo um professor de Psicologia da Saúde, em entrevista à Agência EFE, as dietas podem ser mais prejudiciais do que a obesidade. “Se uma pessoa entra nesse caminho de fazer dietas sucessivas e cíclicas vai conseguir não apenas recuperar o que perdeu, mas no final terá um peso muito superior ao que teria se tivesse mantido uma alimentação adequada, regular e sem altos e baixos ao longo de sua vida. Trata-se da magreza impossível, porque perde-se peso muito rapidamente, mas o organismo o recupera na mesma velocidade que o perdeu, incluindo algo mais”, explica o professor.
Duas pesquisadoras brasileiras da Universidade Federal de São Paulo, perceberam o quanto as dietas sem acompanhamento médico prejudicam as pessoas e identificaram o quanto os veículos de comunicação contribuem para isso. “Não deveria ser permitido que publicações não-científicas anunciassem dietas para perda de peso que não apresentassem também uma composição química adequada”, alegaram as pesquisadoras em estudo publicado nos Cadernos de Saúde Pública.
Dietas da moda como a dieta do abacaxi, da sopa, da lua, do atum, da clara do ovo, do fast-food e muitas outras, sãoperigosas para a saúde. A vontade de ser magra pode trazer problemas não só fisicos, como a desnutrição, mas também psicológicos, como depressão e obsessão por emagrecer e pode também levar a doenças como a anorexia e a bulimia.
E você segue as dietas milagrosas que a mídia mostra para emagracer? O que você acha das pessoas que vivem em função da beleza? O que você acha do poder da mídia em relação ao comportamento das pessoas?
Criados por Roberto Gómez Bolaños, mais conhecido como Chespirito, os programas Chaves e Chapolin percorreram cerca de 90 países e foram traduzidos em mais de 25 línguas. Os seriados reuniram uma legião de fãs e fizeram sucesso entre os públicos de todas as idades.
A primeira exibição de “El Chavo del Ocho”, nome original de Chaves, foi no dia 20 de junho de 1971, no México. A principio, a criação do personagem foi direcionada a sketchs do programa Chespirito, transmitido pela TV TIM (Televisão Independente do México), no qual eram exibidos quadros de humor criados por Bolaños.
A história trata da vida de um garoto órfão, conhecido como Chavo, nome que na gíria Mexicana quer dizer garoto travesso, moleque. Toda a trama se desenrola em uma vila, onde se passam as aventuras do personagem principal.
Entre os anos 71 e 92, tempo da duração de gravação do seriado, foram filmados mais de mil capítulos, mas não se sabe ao certo quantos. Grande parte deles nunca chegou a ser exibida no Brasil e hoje o canal SBT possui apenas cerca de 137 episódios.
O criador
Roberto Gómez Bolaños nasceu no dia 21 de fevereiro de 1929, na cidade do México. Filho de um pintor e ilustrador de diversos jornais de sua época, foi o retratista mexicano mais cotado do princípio do século XX. Formou-se em engenharia elétrica, mas não chegou a atuar na profissão e começou a se destacar na década de 50 como roteirista de cinema e de programas de rádio e televisão. O apelido Chespirito veio mais tarde, ganhou do diretor de cinema Agustín P. Delgado. A palavra é uma forma castelhanizada do vocábulo inglês Shakespeare e ele o ganhou por seus roteiros, que para o diretor eram dignos de comparação com as obras do dramaturgo e poeta inglês. Em sua autoria estão programas como Cômicos y Canciones e El estúdio de Pedro Vargas, que fizeram sucesso no México na época de sua transmissão.
No final de 1968, Bolaños foi contratado pela TV TIM, e foi quando nasceu sua carreira de ator, que se consolidou em 1970, com o surgimento do seriado Chespiririto, composto por vários quadros humorísticos criados pelo roteirista. Chaves e Chapolin, foram criados para esse programa.
Gómez Bolaños atuou, escreveu, dirigiu e produziu cinco filmes: El Chanfles (1978), El Chanfles II (1980), Don Raton y Don Rateiro (1983), Charrito (1985) e Musicas de Vienta (1989). Participou também de peças de teatro, a de maior sucesso, 11 y 12, de 1992, que ficou por oito anos em cartaz.
Roberto Gómez Bolaños casou-se no dia 19 de novembro de 2004 com Florinda Meza, atriz que interpretava a personagem de Dona Florinda no Chaves. Antes do casamento, os atores se mantiveram juntos por 25 anos, e quando casaram-se, Roberto já tinha 75 anos. Hoje vive com a esposa no México e tem seis filhos de seu primeiro casamento.
El Chavo Del Ocho
O programa foi criado depois dos personagens Chavo e El Chapulín Colorado. Como dito antes, foram personagens criados para quadros do programa Chespirito de Roberto Gómez Bolaños. Os personagens fizeram tanto sucesso que a emissora decidiu dar-lhes características de seriado, com um dia fixo de exibição para cada um. No início, as características do programa não eram bem definidas, o personagem de Seu Madruga morava na casa que depois se tornou de Dona Florinda e era um vendedor de balões; o Sr. Barriga não era dono da vila, e sim seu zelador e Dona Florinda não usava seus bóbis.
O programa logo chamou a atenção do público mexicano, e dois anos após seu surgimento, já era exibido com sucesso em quase todos os países da América Latina.
Em 1974, Maria Antonieta de las Nieves, atriz que interpretava a personagem Chiquinha se ausentou do programa por estar grávida, retornando um ano depois. A personagem saía de cena para visitar suas tias no interior e surgia uma espécie de substituta para o papel, a personagem Malicha, sobrinha de Seu Madruga. No mesmo ano iniciam-se as aulas na escola do Professor Girafales.
Alguns anos depois, em 1978, o ator Carlos Villagrán, intérprete de Quico, abandona o programa para estrelar um seriado na Venezuela. Os últimos episódios que contam com sua participação foram gravados em Acapulco e a música “Boa Noite Vizinhança”é cantada para se despedir do ator. Alguns meses depois, Ramón Valdez, o Seu Madruga, é convidado a participar do mesmo programa, mas retorna em 1981. Durante a ausência dos personagens surge o restaurante de Dona Florinda e mais dois personagens, Jaiminho, o carteiro e Dona Neves, bisavó de Chiquinha.
Finalmente, em 1983 o programa chega ao fim sem que haja se quer a gravação de um episódio especial. Mas os personagens não deixaram de marcar presença nas telinhas, continuaram sendo exibidos no programa de Chespirito, novamente como sketchs até 1992 e foram exibidos no Brasil no SBT como O Clube do Chaves.
Curiosidades
No início do humorístico, Roberto Gómez Bolaños precisou economizar no orçamento do programa, já que a emissora não arcava com os gastos. O cenário era todo de papelão e isopor, o que por fim, deixou o seriado ainda mais engraçado.
No Brasil, A Turma do Chaves chegou a ser exibido em horário nobre durante quatro meses, às 21 horas no SBT.
Chaves estreou no Brasil no programa do Bozo, no SBT, em 1984, e o primeiro episódio exibido foi “Caçando Lagartixas”. Apenas 13 episódios haviam sido comprados e com o seu sucesso, foram comprados novos lotes em 1986, 1988 e 1991.
Bolaños revelou em uma entrevista a um canal brasileiro que o choro do personagem Chaves, uma de suas marcas, foi inspirado em um de seus filhos, que quando criança chorava de forma semelhante ao famoso “pi pi pi pi”.
A personagem Pópis, interpretada por Florinda Meza, era fanha quando foi criada, no entanto, isso mudou na versão mexicana, quando um pai se queixou a Chespirito de que seu filho havia se tornado motivo de piadas, associadas à personagem, entre os colegas por ser fanho. A dublagem em português manteve a característica inicial de Pópis.
Tangamandápio, cidade onde nasceu o personagem do carteiro Jaiminho, trata-se de um vilarejo que existe de fato e localiza-se na cidade de Cuemavaca, no México.
Em entrevista à emissora Rede TV!, em 1999, Chespirito relatou que o jogador de futebol Pelé tinha interesse em levar o programa do Chaves ao cinema. O convite teria sido feito pelo telefone e foi recusado.
O desenho animado Os Simpsons possui um personagem inspirado no Chapolin Colorado, seu nome na versão brasileiro do desenho é “Homem-Abelha”.
Nos episódios da escolinha do Professor Girafales, há uma personagem que falou apenas sete palavras durante toda a história do programa, seu nome é Iara. Além dela, há mais seis personagens na escola que nunca foram chamados. Três deles possuem nomes: Higino, Elisabete e Verônica.
Mas por que o programa foi tão bem sucedido? Mesmo com efeitos especiais que podem ser considerados toscos e a constante repetição de episódios, o programa se tornou popular em diversos países e no Brasil fez sucesso imensurável entre todas as idades, e ainda faz. O programa já percorreu 90 países e ainda é exibido em 38.
Uma das razões apontadas para o fato, é a combinação de personagens e tramas que caracterizam a realidade constantemente vivida pela maior parte da população dos países da América Latina, de uma maneira cômica. O programa seria uma caricatura das famílias de classe baixa desses países. Chaves é órfão, pobre, vive em um barril e não tem dinheiro para se alimentar, Seu Madruga é desempregado, mau-humorado e deve 14 meses de aluguel ao Sr. Barriga, mas não faz o menor esforço para pagá-lo ou conseguir um emprego. Nos programas da escolinha, o tema abordado é o sistema educacional, que é limitado. Todas essas características são comuns ao povo latino americano, e essa realidade tão próxima tratada de maneira bem-humorado garante o sucesso ao programa.
Essa não é a formulada apenas desse programa. O desenho animado de mais de 20 anos de existência, Os Simpsons, também utiliza o recurso da caricatura, mas nesse caso, da classe média americana.
Na sua opinião, qual é o motivo do sucesso do Chaves? Chaves também é cultura ou apenas entretenimento? Dê sua opinião!