Comunidade de Paraisópolis

Comunidade de Paraisópolis

 

por Bruna Chieco

 

Paraisópolis foi o assunto do momento no início deste ano. Após o conflito entre moradores e policiais, a comunidade foi retratada como protagonista de uma guerra civil. Desde então 341 policiais ocupam o local, 24 horas por dia, em um verdadeiro acampamento instalado.

Quem viu o conflito na televisão ficou com medo. Porém, pior ainda foi para quem presenciou. Moradores da favela realmente se apavoraram com a situação, sem saber ao certo qual como tudo iniciou. José Rolim, diretor da Associação de Moradores de Paraisópolis, diz que o caos teve início com uma ordem de presos. Independente disso, quem presenciou e passou perto da região no dia 2 de fevereiro, não esquece o que presenciou.

Agora a favela se encontra “controlada”, ou “protegida” por tropas militares. Quem se informa sobre o assunto através dos meios de comunicação acaba obtendo uma imagem distorcida da situação. O comportamento inicial da sociedade, incluindo os próprios moradores, é de achar que a presença da PM poderia causar mais conflitos, e ocasionar repressões.

Na realidade, quem vê de longe não sabe ao certo o que imaginar, ou que conclusões tirar sobre os fatos, mas ainda assim julga o local como perigoso e os moradores como criminosos, como em outra favela qualquer. Poucos possuem oportunidade de conhecer realmente o que é uma comunidade carente, o que é Paraisópolis, e como está sua situação atual.

 

Crianças brincam em frente ao acampamento da Polícia Militar em Paraisópolis

Crianças brincam em frente ao acampamento da Polícia Militar em Paraisópolis

A mídia mostra situações isoladas, que distorcem o que pode ser visto com os próprios olhos. Ações sociais são feitas no local, e tanto a polícia como os próprios moradores querem ver uma mudança na comunidade, no sentido de integração e educação. Conflitos como aquele que passou foi uma fatalidade, e o que se vê no local são olhares confusos, porém estáveis.

A sociedade costuma julgar e rotular aquilo que não conhece de perto. Isso é natural do ser humano. Porém, o comportamento preconceituoso acaba sendo comum em situações como essa, e a tendência é o isolamento cada vez maior de comunidades como de Paraisópolis, que precisam de um incentivo para o avanço.

Como acabar com essa rotulação que a mídia desenvolve? Você gostaria de conhecer Paraisópolis?